sexta-feira, 12 de abril de 2013

A Conversa que Acaba em Paradoxo

Por: Pábila Lemos 
                                                                                                           
Encontrei um velho amigo na baiuca, fomos tomar uma cerverjinha, conversávamos sobre nossa adolescência dos antigos tempos. Meu amigo estava muito recalcitrante e todo mundo observava o modo como ele se comportava. Fiquei tímido com situação. 
Na baiuca chegou uma morena inebriante, mas, a sua arrogância era demais, porém, tinha polidez e eu fui logo puxando um papo com aquela moça perfeita. Ela começou a falar coisas que eu não tinha nem noção do que poderia ser, falou que gostava  muito de menestrel e estudava acústica, a conversa para mim coadunou numa aporia pois, não entendia nada. 
Ela ainda comentou que gostava muito da etimologia das palavras, que era ufanista pelo Brasil, tinha orgulho do seu país e que falar o português correto era essencial na vida de qualquer brasileiro. Aquela garota ficou fixa na minha memoria, empaquei-me naquela imagem Com isso, fiz uma miscelânea das coisas da minha vida e pensei... porque, não estudei as palavras para saber conversar bem com as pessoas. 
Pensei... de fato sou anacrônico e a mulher falava cada vez mais com tenacidade... Meu Deus! Tive que me emanar situação constrangedora, pois, estava sendo obsceno comigo mesmo e que a vida só tem sentindo para quem realmente sabe o significado.




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